Entenda sua roda antes de escolher.
Esta não é uma FAQ comum. É um guia para você entender, peça por peça, o que está comprando, e descobrir até onde uma roda UAI. pode ser feita do seu jeito.
- ?O que estou comprando?
- ?Como ela é construída?
- ?Posso personalizar?
- ?A UAI. faz algo fora do catálogo?
Padrão vem em toda roda UAI. · Sob encomenda disponível mediante consulta · Topo de gama modelos mais avançados
Comparativo de componentes Quer ver as diferenças lado a lado? Níveis de aro, sistema ratchet, freehubs e raios explicados com desenhos e tabelas comparativas. Abrir o comparativo →Aros
O aro é a peça que mais define o comportamento da roda: peso, rigidez, aerodinâmica e como o pneu trabalha. Na UAI., todos vêm direto da fábrica, em carbono, sem intermediários.
Por que os aros não têm marca?
Porque a roda é sua. Um aro limpo, sem adesivos ou logos, combina com qualquer quadro e qualquer estética, e não envelhece com o tempo como adesivos e pinturas chamativas.
Também é uma escolha de transparência: você está pagando pelo carbono, pela construção e pela montagem, não pelo nome estampado na lateral.
Entenda por que compramos direto da fábrica e não revendemos marcas →
Qual a diferença entre preto fosco (UD Matte) e Paintless?
UD Matte é o acabamento fosco sobre o carbono unidirecional: discreto, uniforme e elegante.
Paintless deixa o carbono aparente, sem camada de pintura. O visual é mais cru e técnico e economiza alguns gramas.
Os dois são padrão, sem custo adicional. Outros acabamentos podem ser feitos sob encomenda.
O que é um aro assimétrico e qual a vantagem?
Em um aro assimétrico, a furação dos raios fica deslocada do centro. Isso compensa a diferença natural entre os dois lados da roda (lado do disco ou da transmissão contra o lado oposto).
O resultado é uma tensão mais equilibrada entre os raios: a roda fica mais rígida lateralmente, mantém a centragem por mais tempo e distribui melhor os esforços. É mais durabilidade sem acrescentar peso.
O que é hookless? Preciso de um pneu específico?
Hookless é o aro sem o "gancho" interno que prende o talão do pneu. A parede fica mais simples e mais forte, o aro fica mais leve, e o pneu ganha um formato mais estável. Também diminui o risco de dano lateral do aro em impactos.
Atenção: use pneus tubeless compatíveis com aros hookless (o fabricante do pneu informa) e respeite a pressão máxima indicada pelo fabricante do aro e do pneu. Como referência de pressão máxima em aros hookless:
- MTB: até 60 psi
- Road: entre 72 e 78 psi
Sempre consulte o pneu: vale o menor limite entre o indicado pelo aro e pelo pneu.
Posso escolher um aro com gancho ou simétrico?
Pode. Hookless e assimétrico são o nosso padrão porque entregam mais leveza, resistência e durabilidade, mas a escolha final pode ficar a seu critério. Fale com a gente e montamos o projeto do jeito que você preferir.
Os aros são tubeless?
Sim. Todos são Tubeless Ready: você pode rodar sem câmara, com selante, pressões mais baixas e menos furos. Se preferir, também é possível usar câmara de ar.
Fazem aro para freio V-brake / ferradura (freio no aro)?
O padrão da UAI. é freio a disco. Rodas para freio no aro estão disponíveis Sob encomenda, com aro próprio para frenagem. Fale com a gente informando sua bike e seu uso.
Posso escolher a largura interna do aro?
Sim. Vários modelos já oferecem opções de largura interna (por exemplo, 25, 27 ou 30 mm no Gravel). A largura ideal depende do pneu, da pressão, do terreno e do seu estilo de pedal.
Outras larguras e furações (20, 24, 28 furos…) estão disponíveis Sob encomenda, mediante consulta.
E a altura do aro? Qual é a ideal para cada modalidade?
A altura (o "perfil") é a medida da borda do pneu até a base do aro. Ela muda a aerodinâmica, o peso e a forma como a roda absorve o terreno. Por isso, cada modalidade tem a sua lógica:
- MTB: perfil baixo por padrão. Seguimos a tendência do Cross Country moderno: aros mais baixos (em torno de 25 mm), que absorvem melhor as vibrações e os impactos da trilha, dão mais tração e controle nas curvas e no técnico, cansam menos em provas longas e deixam a roda mais leve. Em trilha, a aerodinâmica pesa pouco; conforto e aderência valem mais.
- Speed / Road: a maior variação, de 30 a 60 mm. Perfis mais baixos (30–40 mm) são mais leves e ágeis em subidas e mais estáveis com vento lateral. Perfis mais altos (45–60 mm) cortam melhor o vento e sustentam a velocidade no plano e em provas rápidas. A escolha depende do seu uso, do seu objetivo e de onde você pedala.
- Gravel: altura intermediária. Um meio-termo que prioriza leveza e segurança na terra: perfil suficiente para ganhar eficiência nos trechos rápidos, sem perder o conforto, a absorção de impactos e o controle no cascalho.
Outras alturas de perfil estão disponíveis Sob encomenda. Na dúvida, a gente indica a altura certa para o seu projeto.
Carbono aguenta o tranco?
Sim. Um aro de carbono bem projetado é mais rígido e resistente à fadiga que um de alumínio de peso equivalente, e não "amassa": mantém a forma até o limite de projeto.
O que garante essa resistência é usar o aro certo para o seu peso e o seu uso. É exatamente isso que a UAI. define na escolha da roda (veja a seção 06).
Aro mais leve quebra mais fácil?
Não, dentro do uso indicado. O aro Ultra Light usa uma fibra mais resistente (T1000), por isso precisa de menos material. O que muda é a margem para pancadas muito fortes e o limite de peso: por isso indicamos o aro de peso padrão (Strong) para ciclistas mais pesados ou terreno muito agressivo.
Raios
Os raios ligam o aro ao cubo e definem boa parte do conforto, da rigidez e da confiabilidade da roda. O tipo de raio é escolhido conforme o projeto, não por padrão fixo.
Aço Pillar
Linha completa Pillar, em perfil redondo, aero ou oval conforme o projeto. Robustez, ótima relação custo-benefício e manutenção simples.
Sapim ou DT Swiss
Para quem prefere marcas específicas de raios, montamos com Sapim ou DT Swiss mediante consulta.
Titânio e Carbono Aero Light
Nos modelos mais avançados: raios de titânio ou de carbono aero, para o menor peso e a máxima rigidez.
Raio redondo, aero ou oval: qual a diferença?
- Redondo: o mais resistente e fácil de repor. Ideal para uso intenso e trilhas mais técnicas.
- Aero (lâmina): perfil achatado que corta o vento. Faz diferença em velocidade, principalmente no road e no gravel rápido.
- Oval: o meio-termo. Um pouco mais aerodinâmico que o redondo, mantendo boa robustez.
A escolha depende do seu uso. Por isso o perfil é definido junto com o projeto da roda.
O que é straight pull?
É o raio reto, sem a curva (a "cabeça dobrada") na ponta que encaixa no cubo. Sem essa dobra, que é o ponto mais frágil de um raio convencional, a roda transmite força de forma mais direta, fica mais rígida e tem menos raios quebrados ao longo do tempo. Todas as rodas UAI. usam cubos e raios straight pull.
Vale a pena raio de titânio ou de carbono?
Para quem busca o máximo, sim. Titânio reduz peso e tem excelente resistência à fadiga e à corrosão. Carbono Aero Light é o mais leve e rígido, e entrega a roda mais responsiva da linha.
Para a maioria dos ciclistas, os raios de aço Pillar já entregam um desempenho excelente com um custo bem menor. A gente ajuda você a decidir sem exagero.
Os cuidados são os mesmos de qualquer roda de qualidade: revisões periódicas de tensão e centragem. A diferença é que o ajuste e a eventual troca de um raio de carbono pedem uma oficina especializada, e a UAI. está aqui para isso.
Quantos raios tem cada roda?
Depende do modelo e do peso do ciclista. Rodas mais leves usam menos raios (ex.: 20 ou 24). Rodas para ciclistas mais pesados ou uso mais agressivo usam mais (ex.: 28). A quantidade aparece na ficha técnica de cada modelo e pode ser ajustada no seu projeto.
Se um raio quebrar, consigo repor?
Sim. Usamos raios de linhas comerciais conhecidas, o que facilita a reposição. E você pode contar com a UAI. para isso, inclusive pelo Crash Replacement, que fornece o componente danificado a preço de custo.
Cubos
O cubo é o "motor" da roda: é ele que gira, engata e transmite sua força para o chão. É também onde ficam as escolhas de compatibilidade com a sua bike.
O que é o sistema ratchet?
Em vez de pequenas linguetas (as "catracas" tradicionais), o ratchet usa dois anéis dentados que se encaixam por inteiro quando você pedala. Todos os dentes trabalham juntos, o que dá um engate muito mais firme, durável e fácil de manter.
O número de dentes (ex.: 36T) indica a rapidez do engate: quanto mais dentes, menor o "vazio" do pedal antes de tracionar.
Qual a diferença entre ratchet Clássico e EXP?
O Clássico é o sistema consagrado, com dois anéis móveis pressionados por molas: robusto, testado e de manutenção conhecida.
O EXP é a geração mais nova: um dos anéis fica fixo no corpo do cubo. Tem menos peças, é mais leve e a manutenção é mais simples, mantendo a confiabilidade do engate.
O Clássico é oferecido com 36T e 60T; o EXP, com 52T e 72T.
A escolha depende do modelo e do seu objetivo. Indicamos o mais adequado ao seu projeto.
O que é o ponto de engate? 36T ou 72T?
O ponto de engate é o quanto a roda livre gira "em vazio" antes de os anéis do ratchet se encaixarem e transmitirem sua força. Ele depende do número de dentes do anel: quanto mais dentes, menor esse ângulo e mais imediata é a resposta do pedal.
- 36T (comum no ratchet Clássico): engate a cada 10° de giro. Dentes maiores e mais robustos, com grande área de contato.
- 72T (comum no ratchet EXP): engate a cada 5°. O pedal "pega" praticamente na hora.
Performance x durabilidade: um engate mais rápido (72T) faz diferença em subidas técnicas, em retomadas depois de uma curva ou obstáculo e em quem pedala em "meia-volta" para posicionar o pedal. É a escolha de quem busca resposta máxima, principalmente no MTB. Em contrapartida, os dentes são menores, então cada um suporta uma parcela menor da carga, e o conjunto pede manutenção mais cuidadosa (limpeza e lubrificação em dia). Já o 36T tem dentes maiores, mais tolerantes a sujeira, desgaste e torque alto. É a opção mais durável e de menor manutenção, com engate mais que suficiente para a maioria dos ciclistas, especialmente no Road e no Gravel.
Não existe um "melhor" absoluto: indicamos o engate de acordo com a sua modalidade, o seu terreno e a sua prioridade entre resposta e durabilidade.
Veja o ângulo de engate de 36T, 52T, 60T e 72T no comparativo →
Centerlock ou 6 furos (6B)?
São os dois padrões de fixação do disco de freio:
- Centerlock: o disco é preso por um anel central. Instalação rápida e precisa, comum em bikes de grupos Shimano.
- 6 furos (6B / IS): o disco é preso por seis parafusos. É o padrão mais universal do mercado.
Trabalhamos com os dois. Se você já tem os discos, informe o padrão no pedido e montamos a roda compatível.
Nota técnica: alguns cubos ultraleves de Road e MTB são fabricados somente em centerlock. Para reduzir peso, o corpo desses cubos é mais compacto e tem menos material na região do disco. Não sobra espaço nem estrutura para os seis parafusos do padrão 6B. Nesses casos, o centerlock faz parte do próprio projeto do cubo. Se os seus discos forem de 6 furos, existem adaptadores para usá-los nesse padrão. Mas o ideal é usar discos centerlock, que mantêm a proposta de peso da roda.
Os rolamentos são de que tipo?
Os cubos usam rolamentos selados de aço, que protegem contra água e poeira: são 4 no cubo traseiro e 2 no dianteiro. Alguns modelos topo de gama já vêm com rolamentos cerâmicos, que giram com menos atrito.
Vale a pena o cerâmico? Ele é muito durável e faz mais diferença em quem compete e busca cada detalhe. Para a maioria dos ciclistas, o rolamento de aço já oferece excelente rolagem. Em alguns modelos, o cerâmico pode ser um upgrade: consulte.
O cubo precisa de manutenção?
Sim, como todo cubo: limpeza e lubrificação do ratchet e verificação dos rolamentos de tempos em tempos. A frequência depende do uso (lama, chuva e poeira pedem mais atenção). O sistema ratchet facilita muito esse cuidado.
Veja os intervalos de revisão e os cuidados com torque e graxa em 07 · Uso e manutenção.
Customização
O catálogo é o ponto de partida, não o limite. Cada roda UAI. é montada à mão, e por isso quase tudo pode ser ajustado ao seu projeto.
Posso trocar os raios ou os cubos de um modelo do catálogo?
Pode. A escolha de raios e cubos está disponível Sob encomenda. Você parte de um modelo do catálogo e ajusta o que quiser: outra marca de raio, outro cubo, outro engate.
No Monte sua roda, escolha um modelo como base e descreva as alterações. A gente analisa e devolve a proposta com o valor.
A UAI. consegue fazer uma roda fora do catálogo?
Sim. Se o que você precisa não está no catálogo, a gente projeta. Projetos específicos para E-bike, Enduro e Downhill, rodas com freio no aro, medidas e acabamentos diferentes: tudo isso é feito mediante consulta.
Conte o que você tem em mente (bike, uso, peso, objetivo) e a UAI. diz o que é possível e qual o caminho.
Fazem rodas para E-bike, Enduro e Downhill?
Sim, como projetos específicos. Essas modalidades exigem mais do conjunto: mais peso, impactos mais fortes e mais torque. Por isso cada roda é definida caso a caso, com aro, raiação e cubo adequados. Fale com a gente para montar o projeto.
Personalizar deixa a roda mais cara ou mais demorada?
Depende do que muda. Algumas alterações não mexem no valor. Outras, como raios premium ou cubos específicos, alteram o preço e podem estender o prazo, já que alguns componentes são encomendados.
Tudo fica claro na proposta antes de você aprovar: valor, prazo e configuração final.
Posso ter um acabamento ou uma cor diferente?
O padrão é preto fosco (UD Matte) ou Paintless, sem marcas. Outros acabamentos estão disponíveis Sob encomenda. Consulte as opções para o seu projeto.
Compatibilidade
Antes de qualquer coisa, a roda precisa servir na sua bike. São cinco pontos para conferir, e se tiver dúvida em qualquer um, a gente confere por você.
Como sei qual freehub eu preciso?
O freehub precisa ser compatível com o seu cassete:
- XD: cassetes SRAM de MTB (Eagle e similares)
- MS (Micro Spline): cassetes Shimano de MTB 12v
- HG: cassetes Shimano/SRAM tradicionais de 8 a 11v e alguns SRAM Eagle 12v, como o 70 (XS-1270)
- HG Road: cassetes de estrada Shimano 11/12v
- XDR: cassetes SRAM de estrada e gravel (AXS)
Na dúvida, mande o modelo do seu cassete ou do seu grupo que a gente confirma.
Consigo trocar o freehub depois, se mudar de transmissão?
Na maioria dos nossos cubos, sim: o freehub é uma peça substituível. Antes de trocar o cassete, fale com a gente para confirmar a compatibilidade e o freehub certo.
Como sei qual eixo a minha bike usa?
A medida costuma estar gravada no garfo e no quadro, ou na ficha técnica do fabricante da bike. Bikes modernas de MTB usam quase sempre o padrão Boost (110x15 na dianteira e 148x12 na traseira). Road e gravel com freio a disco usam, em geral, 100x12 e 142x12. Se a sua bike tiver outro padrão, consulte.
Meus discos são de 6 furos e a roda é centerlock. E agora?
Existem adaptadores que permitem usar disco de 6 furos em cubo centerlock. O ideal, porém, é já pedir a roda no padrão dos seus discos. Informe isso no pedido.
Quais pneus posso usar?
Pneus tubeless compatíveis com aros hookless, na largura recomendada para a largura interna do aro. A pressão deve respeitar o menor limite entre o indicado pelo fabricante do aro e o do pneu.
O que significa "peso máximo do sistema"?
É o limite de carga para o qual a roda foi projetada, somando ciclista + bicicleta + equipamentos (mochila, hidratação, bolsas). Cada modelo indica o seu. Respeitar esse limite garante segurança, durabilidade e a cobertura da garantia.
Como referência, o limite muda com o nível do aro: até 125 kg no peso padrão (Strong) e até 100 kg no Super Light e no Ultra Light. Veja a tabela dos aros →
Como a UAI. define uma roda?
Não existe "a melhor roda". Existe a roda certa para você. Por isso, antes de indicar um modelo, a gente olha para quem vai pedalar.
- Seu peso
- Modalidade e bike
- Terreno onde você pedala
- Objetivo: leveza, rigidez, durabilidade, velocidade
- Faixa de investimento
- Arquitetura do aroLargura, altura e resistência certas para seu peso e terreno.
- RaiaçãoQuantidade, tipo e perfil de raio para a rigidez e o conforto que você busca.
- Cubo e compatibilidadeEngate, eixos, freehub e disco alinhados à sua bike.
- Montagem à mãoTensionamento, centragem e inspeção antes do envio.
- Proposta claraOpção recomendada e alternativas, com valor e prazo, para você aprovar.
Por que a UAI. pergunta meu peso?
Porque é o fator que mais muda o projeto. Um ciclista de 65 kg e um de 100 kg precisam de rodas diferentes: aro, quantidade de raios e tensão mudam para garantir rigidez e segurança, sem colocar peso desnecessário em quem não precisa.
A roda mais leve é sempre a melhor escolha?
Não. A roda mais leve é ótima para quem tem pouco peso e pedala em terreno liso. Para quem é mais pesado, pedala em trilha técnica ou quer durabilidade acima de tudo, uma roda um pouco mais robusta entrega mais desempenho real e mais tranquilidade. Nosso trabalho é achar o equilíbrio.
Como funciona o "Monte sua roda"?
Você responde algumas perguntas rápidas (bike, peso, terreno, objetivo e investimento) e recebe a recomendação de modelo na hora. A partir dela, você pode aprovar, tirar dúvidas ou pedir alterações. Se quiser, também pode partir de um modelo e personalizá-lo.
Qual o prazo de produção?
O prazo varia conforme o modelo e as personalizações e é informado na proposta antes da aprovação. Componentes sob encomenda podem estender o prazo. Isso também fica claro antes de você decidir.
E depois da compra?
Você tem 90 dias de garantia contra defeitos de fabricação, suporte contínuo e o Crash Replacement em caso de acidente. Veja tudo na página de garantia.
Uso e manutenção
Rodas de carbono são leves, rígidas e muito resistentes, mas pedem os cuidados certos na montagem e no dia a dia. Aqui está o essencial do Manual UAI. para sua roda durar muito e render sempre no máximo.
Quais cuidados na montagem dos pneus?
A montagem do pneu é o momento de maior risco para um aro de carbono. Por isso:
- Nunca ultrapasse a pressão máxima do aro, nem por um instante. Nas rodas de MTB, o limite é 60 psi, inclusive na hora de assentar o talão, que é quando o mecânico costuma "dar um tiro" de ar.
- Encha de forma gradual e controlada, acompanhando o encaixe do talão dos dois lados.
- Use espátulas plásticas próprias. Ferramentas metálicas podem marcar ou lascar a borda do aro.
- A montagem deve ser feita por um profissional com experiência em rodas de carbono.
Excesso de pressão pode causar ruptura das fibras, desplacamento estrutural e trincas internas, uma falha grave e irreversível.
Importante: danos por excesso de pressão, procedimento inadequado ou ferramenta errada não são cobertos pela garantia. Antes de levar a roda à oficina, avise o mecânico sobre o limite de pressão. Essa orientação é responsabilidade do cliente.
Minha roda nova está fazendo estalos. É normal?
Sim. Nos primeiros usos, é normal ouvir leves estalos: é a acomodação natural dos raios, que ajustam tensão e geometria nos primeiros quilômetros. Isso acontece mais em terreno irregular, com mais carga e nas primeiras pedaladas fortes.
Esse comportamento não é defeito e tende a sumir depois da revisão inicial (veja abaixo).
Quando um ruído não é normal?
- Normal: estalos leves ou rangidos esporádicos, principalmente nos primeiros usos.
- Não é normal: ruídos constantes, intensos ou que persistem. Podem indicar tensão desigual dos raios, nipples mal ajustados ou componentes do cubo fora de posição.
Nesses casos, interrompa o uso e procure um mecânico especializado ou fale com a UAI. O mesmo vale para falha de engate, giro áspero ou folga na roda.
Preciso revisar a roda depois de alguns quilômetros?
Sim. Depois de 100 a 200 km, leve a roda para uma inspeção profissional e, se necessário, reaperto dos raios. É a revisão que fecha a fase de acomodação.
- O ajuste deve ser feito com tensiômetro, para garantir tensão uniforme e equilibrada.
- Evite ajustes caseiros sem conhecimento técnico: eles podem causar desalinhamento, empeno e comprometer a estrutura da roda.
Qual o torque certo do eixo? Apertar mais não é mais seguro?
Não. Use sempre o torque recomendado pelo fabricante do quadro e do garfo, de preferência com torquímetro. Aperto em excesso não deixa a roda mais firme e pode danificar o cubo:
- Nos rolamentos: deforma as pistas internas, aumenta o atrito, deixa o giro áspero ou travado, danifica as vedações e reduz muito a vida útil.
- No ratchet: causa desgaste prematuro dos dentes, atrito constante na roda livre, ruído, atraso no engate e dano aos retentores.
Como cuidar dos rolamentos selados?
Eles já vêm lubrificados de fábrica e não precisam de lubrificação inicial. O cuidado principal é preservar as vedações:
- Não use jato de alta pressão direcionado aos cubos. A água passa pela vedação e lava a graxa interna.
- Depois de lama ou chuva, limpe o cubo por fora com pano úmido e confira se há sujeira acumulada.
- Folga lateral, ruído ou aspereza no giro indicam necessidade de ajuste ou troca, que deve ser feita por profissional, com as ferramentas corretas.
Como cuidar do freehub ratchet?
- Faça lubrificação periódica só com a graxa recomendada pelo fabricante do cubo.
- Evite excesso de graxa e graxas muito densas ou óleos inadequados: eles atrasam o engate e deixam a roda livre "presa".
- Na limpeza, inspecione os anéis e os dentes do ratchet e procure resíduos metálicos ou sujeira.
- Evite trocar de marcha sob carga alta, principalmente em subidas íngremes. O tranco castiga o engate e a transmissão.
De quanto em quanto tempo revisar as rodas?
- Revisão inicial: após 100 a 200 km (acomodação dos raios).
- Uso intenso (MTB ou estrada, treinos frequentes, provas): a cada 6 meses.
- Uso leve: uma vez por ano.
Na revisão: tensão e centragem dos raios, rolamentos, ratchet, retentores e o estado do aro. Evite desmontar o cubo sem necessidade. Depois de quedas ou pancadas fortes, revise antes do próximo pedal.
Pressão certa, raios no ponto, cubo girando solto e o ratchet cantando: só falta pedalar. Com manutenção em dia e aquele respeito básico pelo carbono, porque ele é leve, rápido… e não perdoa vacilo. UAI. — performance com responsabilidade.
Nenhuma pergunta encontrada. Pergunte direto para a UAI. →
Fale com quem monta a sua roda.
Mande a sua pergunta, a sua bike ou a sua ideia de projeto. A gente responde com orientação técnica, sem empurrar o modelo mais caro.